Crise faz comércio eletrônico crescer 30% em 2009

Compras pela internet devem somar R$ 10,8 bilhões neste ano; internet facilita pesquisa e comparação de preços, e isso atrai novos clientes.

O comércio eletrônico vai crescer 30% em 2009, de acordo com previsão da camara e-net, entidade especializada no setor. Em faturamento as compras pela internet devem alcançar R$ 10,8 bilhões neste ano. As informações excluem os segmentos de leilão online (o site e-bay, por exemplo), passagens aéreas e automóveis.

O diretor-executivo da camara e-net, Gerson Rolim, disse que a crise afetou o setor de maneira positiva porque o cidadão valoriza mais o dinheiro quando o país passa por turbulências.

- Só a internet apresenta ferramenta de comparação instantânea. Só ali você tem certeza de que está pagando o melhor preço.

Nos últimos dez anos o e-commerce cresceu em média 45% ao ano. Nos últimos anos o ritmo diminuiu: em 2008 a expansão ficou em 25% na comparação com 2007. Em 2009 o setor vai crescer 30% sobre o ano passado.

Rolim explica que o crescimento menor não implica redução do setor, mas é uma “acomodação”.

- Crescíamos sobre números pequenos, e agora crescemos sobre bilhões.

A “quebra de paradigmas” é citada pelo diretor como uma das razões da consistência do comércio eletrônico.

Um bom exemplo dessa revolução é um apartamento de R$ 500 mil que a construtora e incorporadora Tecnisa vendeu em junho deste ano, através do Twitter. A promoção foi voltada para os 500 seguidores da companhia no miniblog.

A proposta oferecia R$ 2.000 em vale-compras, além de armários e cozinhas planejados, somente para as compras geradas através Twitter. A oferta levou o consumidor a efetivar a compra de uma unidade de três suítes no Alto da Lapa, em São Paulo.

Segundo a Tecnisa, “provavelmente este é o produto mais caro vendido pelo Twitter no mundo”, e a primeira venda de uma empresa “do segmento da construção civil utilizando redes sociais”.

Espaço

Rolim acredita que o e-commerce tem muito espaço para crescer, e cita pesquisas que mostram a existência de 70 milhões de internautas e de 30 milhões de usuários de internet banking (serviços bancários como transferências, pagamentos e investimentos online) no Brasil. Ainda assim, o diretor explica que apenas 17 milhões são consumidores.

A conclusão fica fácil:

- Se pensarmos que quem usa internet banking pode vir a comprar em sites já que essas pessoas têm bastante intimidade com os serviços online] vamos passar a milhões de consumidores a mais.

via r7

Anúncios na internet têm efeito mesmo quando não são clicados, mostra pesquisa…

Os anúncios na forma de banner na internet têm impacto mesmo quando não são clicados, mostra pesquisa da comScore, empresa norte-americana líder em medição de audiência na web. “Esqueça o clique”, conclui o estudo.

A pesquisa, que analisou o efeito de 139 campanhas publicitárias, desafia o senso comum de muitos anunciantes que consideram os cliques como principal elemento para avaliar o resultado da publicidade.

A comScore trabalhou com dois grupos de internautas: os que não foram expostos a anúncios online (chamado grupo de controle) e os que foram (grupo de teste).

Publicidade online vai além dos cliques, dizem especialistas

Os banners online provocaram um aumento de 66,6% no número de pessoas que acessaram o site dos anunciantes, quando se comparam os grupos dos que viram e dos que não viram o banner na primeira semana de veiculação (veja gráfico abaixo).

Mesmo um tempo após o início das campanhas, o impacto dos banners continuou, segundo a pesquisa.

Considerado o período de até quatro semanas após a primeira exposição do anúncio, a publicidade online elevou as visitas ao site do anunciante em 45,7%, uma vez que 6,6% do grupo que viu o anúncio visitou o site, enquanto 4,5% do grupo que não viu a peça publicitária fez a visita.

Para entender o real efeito das campanhas pela internet, os anunciantes “precisam medir o impacto da publicidade ao longo do tempo, e não apenas imediatamente”, disse ao UOL Economia o presidente do conselho e co-fundador da comScore, Gian Fulgoni.

Buscas
Os banners também aumentam as buscas pelas marcas anunciadas na web, com ferramentas como o Google.

Entre as pessoas que não foram expostas à propaganda online, 0,2% buscaram a marca do anunciante; entre as que foram, 0,3% pesquisaram, o que representa um aumento de 50% (veja gráfico).

A pesquisa chama atenção ainda para o fato de que as empresas olham pouco para o efeito das propagandas nas chamadas vendas offline, fora da web (por telefone ou direto nas lojas).

Os banners aumentaram em 27% as vendas online. Para cada 1.000 internautas que não viram anúncios, as vendas somaram US$ 994; no grupo dos que foram expostos a banners, os negócios chegaram a US$ 1.263.

No ambiente offline, os anúncios aumentaram as vendas em 16,6% (de US$ 9.905 entre os que não viram anúncios para US$ 11.550 entre os que viram).

“Eles (os anunciantes) precisam medir, também, o impacto que a propaganda na internet tem no ambiente offline, e não apenas no ambiente online”, acrescenta Fulgoni.

via uol
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