Essa crise pegou as empresas de alimentação?

Mais ou menos. De fato essa crise econômica para o Brasil parecia ser mais psicológica do que física. Mas é exatamente esse o problema, as pessoas estão com receio de consumir e automaticamente as empresas estão estão comprando menos.

Andei conversando com alguns clientes, e sem precisar perguntar se a crise os afetou, senti a resposta no tom de voz de cada um.

Eles estão comprando menos, só fazendo investimentos de baixo risco e cortando o máximo de despesas possíveis. Mas isso é necessário?

Infelizmente sim. Como o consumidorr está “consumindo” menos, essas empresas acabam sentindo o peso da crise econômica que na verdade está afetando diretamente apenas as corporações chamadas S/A.

Um cliente nosso que atua no segmento de tortas, me disse que as vendas em Janeiro e Fevereiro desse ano bateram recordes e ultrapassaram 30% em relação ao ano passado. Onde está a crise pra essa empresa? Também é preciso levar em conta o segmento da empresa, no caso desse cliente: Tortas e Bolos.

O mundo pode cair , todas as empresas falirem, mas as pessoas continuam fazendo aniversário, e consequentemente as empresas desse ramo continuam faturando.

Em relação aos restaurantes, acredito que a crise ainda não pegou pra valer, mas é preciso ficar atento e ser cauteloso em relação as decisões financeiras.

A crise pegou o aiqfome?

Nós sentimos um pouco, mas nada muito preocupante que resulte em cortes de funcionários ou em outras medidas desesperadas. Prosseguimos acreditando que a economia ainda vai esquentar e sabemos que temos uma boa aliada do nosso lado: a internet.

Até agora não escutei, não li e nem ouvi falar que essa crise pode ter pego as empresas de internet, pelo contrário, as grandes companhias virtuais continuam crescendo e contratando pessoas.

Sabendo disso, sinto até um certo alívio por estar nessa área.
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aposte em inovação!

Empresas e Negocios/Empresas e Negocios

Buscando atrair os casais que não gostam de enfrentar as filas e esperas em restaurantes no Dia dos Namorados, a Dídio Pizza, rede delivery com nove unidades no estado de São Paulo, vai oferecer pizzas de chocolate com pimenta em formato de coração para seus clientes no dia 12 de junho.
Não é a primeira vez que a rede de pizzarias acrescenta em seu menu de sabores novidades relacionadas a datas comemorativas. Nos dias próximos ao Natal do ano passado, por exemplo, foi criada uma cobertura de panetone para a iguaria e, na semana do carnaval deste ano, os nutricionistas da empresa desenvolveram uma combinação super energética, de mandioquinha com catupiry, para os foliões reporem a energia perdida.

Com o sabor feito para o Dia dos Namorados, a expectativa é de que 3% das vendas das lojas sejam de pizzas doces. Em dias normais, as pizzas para sobremesa atingem cerca de 1,5% do total de produtos vendidos.

No entanto, a intenção dessas promoções não é vender mais, afirma Elídio Biazini, proprietário da rede, mas criar um diferencial que fidelize o cliente. “As pessoas estão sempre em busca de novidade e já sabem que vão ligar para a Dídio e encontrá-la”, diz.

Este é o procedimento correto para fazer frente à concorrência, segundo Victor Trujillo, especialista em gestão estratégica de foodservice da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Ele explica que há duas estratégias para liderar o mercado: reduzindo preços ou criando diferenciais.

No entanto, só as grandes redes costumam conseguir baixar significativamente os custos de sua produção para repassá-los ao consumidor. “As empresas menores não têm volume suficiente para ganhar em escala, por isso, a alternativa é inovar. Fazendo isso, diferenciam-se das outras marcas e ganham a permissão do consumidor para cobrar mais”, acrescenta o professor.

Por Juliana Belda via pequenas empresas GRANDES NEGÓCIOS

Marcas Sadia e Perdigão sobreviverão

Brasil Foods (BRF) será o nome da nova marca institucional da empresa que nasce da união de Sadia e Perdigão. No mercado doméstico, as marcas Sadia e Perdigão vão permanecer independentes, cada uma com a sua linha de produtos.

Elas farão parte do portfólio de marcas da BRF, que também terá Qualy, Miss Daisy, Rezende, Deline, Excelsior, hoje pertencentes à Sadia, e Batavo, Cotochés, Elegê, da Perdigão. “As marcas têm vida própria e, para o consumidor, ficará tudo igual”, afirmou o presidente do Conselho da Perdigão, Nildemar Secches.

Indagado sobre se a excessiva concentração de mercado não poderia ser prejudicial ao consumidor, com aumento de preços, o presidente do Conselho da Sadia, Luiz Furlan declarou que as empresas pretendem transferir os ganhos com as sinergias para os consumidores. “Nós queremos crescer e ganhar mercado”, disse.

“Se aumentarmos o preço da pizza, o consumidor vai comprar na pizzaria da esquina”, completou Secches. A estratégia para as marcas no exterior, de acordo com Secches, ainda não foi definida. “Por enquanto, continua igual, mas pode mudar”, disse Secches. A Sadia opera no exterior com a própria marca, enquanto a Perdigão utiliza a marca Fazenda.

Com a conclusão das negociações com a Perdigão, a Sadia suspendeu a venda de sua fábrica na Rússia. O ativo havia sido colocado à venda no momento em que a empresa precisava fazer caixa para resolver o problema de sua dívida de curto prazo. “Vamos reavaliar o que fazer com a planta na Rússia. Com a associação com a Perdigão, ela passa a ter um potencial de negócios diferente”, afirmou Furlan.

“Agora estamos sem a pressão do endividamento de curto prazo e, portanto, com mais folga para pensar sobre o que fazer com o ativo.” Os planos da Sadia de construção de uma fábrica no Oriente Médio, que haviam sido suspensos, serão reavaliados.

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